Promover o Queijo de São Jorge é essencial para melhorar o escoamento e proteger o rendimento dos produtores

PS Açores - Há 2 horas

O Grupo Parlamentar do PS/Açores defendeu na Assembleia Legislativa que é essencial promover o Queijo de São Jorge para melhorar o seu escoamento, proteger o rendimento dos produtores e assegurar o futuro da fileira.

Isabel Teixeira, deputada eleita por São Jorge, realçou que nos últimos anos o número de produtores jovens na ilha tem aumentado, “mas atrair jovens para o setor não é suficiente, é preciso garantir condições para que nele possam permanecer, investir e acreditar no seu futuro.”

De acordo com a parlamentar, a 30 de junho estavam armazenadas cerca de 198 toneladas de queijo e no final de agosto esse número ascendeu a mais de 203 toneladas. “Temos um produto de reconhecida qualidade que não está a ser escoado ao ritmo necessário. É preciso vender mais e valorizar o nosso queijo.”

A socialista alertou ainda que o preço do leite pago à produção já diminui dois cêntimos por litro em 2026, refletindo-se inevitavelmente em perda de rendimento para os produtores jorgenses.

Recuando a 2021, Isabel Teixeira recordou que Partido Socialista apresentou uma iniciativa que recomendava medidas para o relançamento do setor do leite e dos lacticínios, incluindo precisamente o apoio à internacionalização e a procura de novos mercados.

“Na altura, a própria indústria defendeu uma campanha forte de internacionalização, dirigida a mercados capazes de valorizar a origem, a qualidade e os fatores distintivos dos produtos açorianos. Passaram cinco anos, o que foi efetivamente feito desde então,” questionou.

Para o PS/Açores é necessário definir mercados prioritários, públicos-alvo e parceiros, apostar numa estratégia digital adequada, assegurar os meios financeiros, estabelecer um calendário de ações e, sobretudo, medir os resultados.

A deputada jorgense aproveitou também para relembrar que a candidatura dos Saberes e das Técnicas da Confeção do Queijo de São Jorge DOP a Património Cultural Imaterial da UNESCO pode representar uma oportunidade importante de valorização e projeção do produto, “importando, por isso, reconhecer o ponto de situação desse processo”.

Isabel Teixeira finalizou, afirmando que “a qualidade e a excelência do Queijo de São Jorge está reconhecida. O desafio agora é conseguir transformar essa qualidade em mais procura, mais mercados e maior valorização. É isso que os produtores e a economia de São Jorge precisam.”

 

Horta, 17 de setembro.